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PILOTO:
Lewis Hamilton (F1 - Bélgica) |
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DATA:
31/08/2010
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Nome: Lewis Hamilton. Nascimento: 7 de janeiro de 1985, em Stevenage (Inglaterra). Equipe: McLaren-Mercedes (Fórmula 1). Títulos: Multicampeão no Kart (entre 1996 e 2000); Campeão britânico de Fórmula Renault (2003); Campeão europeu de Fórmula 3 (2005); Campeão da GP2 (2006); Campeão da Fórmula 1 (2008).
Lewis Hamilton, da McLaren, superou as condições traiçoeiras em Spa-Francorchamps para vencer o emocionante GP da Bélgica deste domingo (29/08). O inglês chegou a sair da pista e tocar de leve na barreira de pneus quando a chuva começou a cair pela segunda vez na prova a dez voltas do final, mas sua grande vantagem lhe permitiu voltar ainda na liderança.
Mark Webber (Red Bull) fez uma péssima largada e caiu da pole para a sétima colocação. Hamilton assumiu a ponta, seguido por Robert Kubica (Renault) e por seu companheiro Jenson Button (McLaren). Entretanto, já no final da primeira volta, a chuva começou a cair e provocou um verdadeiro caos. Praticamente todos os pilotos passaram reto na Bus Stop. Na sequência, o safety car entrou devido às condições perigosas, mas a chuva durou pouco. Hamilton se manteve na frente a abriu uma vantagem confortável sobre Button, enquanto Sebastian Vettel (Red Bull) começou a pressionar o inglês na disputa pelo segundo lugar.
Enquanto Hamilton abria 10 segundos de vantagem, tornou-se evidente que Button estava segurando a fila. Vettel finalmente perdeu a paciência na volta 17 e cometeu um erro grosseiro na tentativa de ultrapassar o rival na Bus Stop, atravessando na freada e batendo na lateral da McLaren. O inglês abandonou e o alemão teve de ir para os boxes para trocar o bico, mas, três voltas depois, recebeu um drive-through por causar o acidente.
Kubica foi favorecido pela confusão e voltou à segunda posição, com Webber já em terceiro, à frente de Felipe Massa (Ferrari) e Adrian Sutil (Force India), que foi o primeiro a fazer um pit-stop programado na 22ª volta. O australiano entrou na passagem seguinte; Kubica e Massa na 24ª e o líder Hamilton na 25ª. Não houve nenhuma mudança na ordem, apesar da pressão de Webber sobre Kubica.
A chuva voltou a cair quando restavam dez voltas. Os primeiros colocados tentaram continuar na pista com pneus slick, mas logo viram que seria impossível. Hamilton chegou a dar um passeio na caixa de brita e tocar de leve na barreira de pneus, mas voltou ainda na liderança. No pit-stop, Webber ganhou o segundo lugar de Kubica, que parou ligeiramente fora do ponto correto.
Com a chuva ficando cada vez mais forte, Fernando Alonso (Ferrari) passou por cima da zebra na saída da Malmedy, rodou, bateu na barreira de pneus e abandonou a corrida, complicada desde quando foi atingido por Rubens Barrichello (Williams) na primeira volta. Sua Ferrari ficou parada no meio do circuito e provocou mais uma entrada do safety car, estabelecendo o cenário para um sprint final emocionante. A relargada ocorreu a quatro voltas da chegada. Hamilton permaneceu em primeiro, mantendo uma vantagem pequena mas segura sobre Webber e Kubica. Terceira vitória na temporada e liderança do campeonato com três pontos de vantagem sobre o australiano da Red Bull!
Campeão da Fórmula 1 em seu segundo ano, além de o mais jovem da história na categoria. Esse feito foi alcançado pelo inglês Lewis Hamilton. Após uma grande temporada de estréia pela McLaren em 2007, com quatro vitórias (Canadá, Estados Unidos, Hungria e Japão) e o vice-campeonato, Hamilton corrigiu a “injustiça” do ano anterior, quando perdeu o título tendo 17 pontos de vantagem para o segundo colocado, restando duas provas para o final.
Em 2008, o inglês teve cinco vitórias (Austrália, Mônaco, Inglaterra, Alemanha e China), e só não conquistou mais uma devido a uma punição discutível na Bélgica. Uma temporada fantástica, engrandecida pelo desafio imposto pela Ferrari e pelo brasileiro Felipe Massa, em uma questão decidida apenas nas curvas finais da última etapa em Interlagos. Em 2009, a McLaren só reagiu na segunda metade da temporada, tempo suficiente para que Lewis vencesse dois GPs: Hungria e Cingapura. Neste ano, com um carro melhor, ele encara o poderio da Red Bull e lidera o campeonato, com três vitórias (Turquia, Canadá e Bélgica), rumo a mais um título. Por isso, é o PILOTO DA SEMANA DO AUTORACING!
Lewis Hamilton (F1) obteve a vitória entre os internautas com 42% dos votos. Robert Kubica (F1) ficou na segunda posição com 28% dos votos.
Texto: Eduardo Behling e Leandro Schmidt eduardo@autoracing.com.br
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PILOTO:
Will Power (Indy - Sonoma) |
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DATA:
25/08/2010
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Nome: Will Power. Nascimento: 1º de março de 1981, em Toowoomba (Austrália). Equipe: Penske (Formula Indy). Título: Campeão do Australian Drivers' Championship (2002)
Will Power (Penske) venceu com facilidade a etapa de Sonoma da Formula Indy, quinta vitória dele na temporada. O australiano só perdeu a liderança momentaneamente após o seu segundo pit stop, e deu a volta por cima após o grave acidente sofrido na mesma pista em 2009.
Logo na largada, um susto, após o início da prova onde os pilotos estavam totalmente desalinhados, Dan Wheldon tocou no belga Bertrand Baguette e acabou capotando. A bandeira amarela foi agitada imediatamente. A relargada aconteceu na volta cinco sem nenhum problema.
Na parte inicial da prova o momento de mais emoção aconteceu em torno da volta 18 quando o canadense Alex Tagliani que vinha pela quarta colocação começou a ter problemas na pressão de seu pneu, segurando seus adversários até quando pode, mas na seqüência seu pneu acabou furando e perdeu várias colocações.
Na briga pela sexta colocação durante a volta 25, Simona de Silvestro e Raphael Matos se tocaram quando contornavam a chicane da pista de Sonoma, o brasileiro quase capotou, mas ambos seguiram na corrida.
A primeira janela para o reabastecimento e troca de pneus aconteceu a partir da volta 25. Power que liderava a prova com mais de dez segundos para Dario Franchitti que estava em segundo, foi um dos primeiros a parar e voltou a frente novamente.
Na volta 33 aconteceu a segunda bandeira amarela, Milka Duno rodou na saída da curva sete. Após três voltas com velocidade reduzida, aconteceu a relargada. Na volta 38, na freada para contornar a curva sete, Marco Andretti tocou no carro do novato John Hildebrand, que acabou ficando parado na pista ocasionando a terceira bandeira amarela. Três voltas depois o diretor de prova ordenou a relargada.
A partir da volta 55 os primeiros colocados iniciaram a janela para a segunda parada de pit-stop. Franchitti que vinha pela segunda posição foi o primeiro a parar. Power, líder da corrida até então, parou no pit duas voltas depois.
Na volta 62, o neozelandês Scott Dixon conquistou a segunda colocação após passar seu companheiro de equipe, o escocês Dario Franchitti.
Faltando dez voltas para o final surgiu mais uma bandeira amarela. Ernesto Viso acabou batendo em Bertrand Baguette, o carro do belga acabou parando no meio da pista. A bandeira verde foi acionada faltando seis voltas para o final. Will Power cruzou a linha de chegada em primeiro, seguido de Dixon e Franchitti.
Will Power disputou de 2005 a 2007 a Champ car pela equipe Team Australia. Em 2008, o australiano passou para a Formula Indy reunificada, pela KV Racing. No início de 2009 ele substituiu Helio Castroneves, piloto da Penske, no GP de St. Petersburg, e disputou mais algumas etapas como convidado. Em 2010, tornou-se um dos pilotos titulares da tradicional equipe, vem mostrando muito serviço e se aproxima do titulo inédito. Por isso, ele é o Piloto da Semana do Autoracing.
Will Power (Indy) obteve a vitória entre os internautas com 42% dos votos. Kyle Busch (NASCAR) ficou na segunda posição com 28% dos votos.
Texto: Eduardo Behling eduardo@autoracing.com.br
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PILOTO:
Juan Pablo Montoya (NASCAR - Watkins Glen) |
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DATA:
10/08/2010
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Nome: JUAN PABLO MONTOYA. Nascimento: 20/09/75, em Bogotá, Colômbia. Equipe: Earnhardt Ganassi Racing (NASCAR).
Títulos: Bicampeão Mundial Junior de Kart (1990/1992); Campeão Britânico de Fórmula Vauxhall (1995); Campeão de Fórmula 3000 (1998); Campeão da Champ Car (1999); Vencedor das 500 Milhas de Indianápolis (2000).
Fim do jejum. As vitórias em ovais ainda não foram possíveis, mas Juan Pablo Montoya conquistou sua segunda vitória em traçados mistos neste domingo (08/08) em Watkins Glen, mais de três anos após o triunfo em Sonoma.
O colombiano foi praticamente absoluto na corrida, liderando 73 das 90 voltas. Largou em terceiro e ultrapassou o colega na equipe Earnhardt/Ganassi Jamie McMurray nas voltas iniciais, abrindo vantagem na liderança.
O maior desafio a ele foi Marcos Ambrose. O australiano descontou a desvantagem e chegou a ultrapassar Montoya na 40ª volta, mas cometeu um erro na relargada seguinte e o colombiano só voltou a perder a liderança momentaneamente durante as paradas nos boxes.
Está certo que foi uma vitória em circuito misto, que são apenas dois em um calendário de 36 provas. Mesmo assim, pode ser o estímulo que Juan Pablo precisava para, enfim, começar a frequentar mais assiduamente as primeiras posições também nos ovais. Talento para isso certamente ele tem.
A carreira de Juan Pablo começou no kart, sob a tutela de seu pai, Pablo Montoya. Sem chances na Colômbia, um país sem nenhuma tradição no automobilismo, "Juancho" teve que buscar no exterior o seu desenvolvimento como piloto. Foram dois campeonatos mundiais juniores. Em seguida, o jovem colombiano disputou categorias tanto de monopostos quanto de turismos na América do Norte, buscando ganhar cada vez mais experiência em busca de vôos maiores.
O passo seguinte era a Europa, o sonho da maioria dos jovens pilotos. Em 1995, ganhou o campeonato britânico de Fórmula Vauxhall, com 4 vitórias. Após uma passagem pela Fórmula 3 inglesa, foi para a Fórmula 3000, na época o último "degrau" antes da Fórmula 1. Na sua primeira temporada, em 1997, foi o vice-campeão, perdendo o título para o brasileiro Ricardo Zonta. No ano seguinte veio o título, conquistado na última etapa, após batalha com o alemão Nick Heidfeld.
As boas atuações nas categorias de base chamaram a atenção da equipe Williams na Fórmula 1, que o contratou como piloto de testes. A escuderia de Grove perderia sua dupla de pilotos ao final de 1998, e queria caras novas. A principal aspiração da Williams era o italiano Alessandro Zanardi, bicampeão da Champ Car (então CART) em 1997 e 1998 e "showman" da categoria. Para conseguir o passe do piloto, a Williams cedeu o passe de Montoya para a equipe Chip Ganassi.
Não era o alvo preferencial de Juan Pablo, mas em 1999 ele estava em uma categoria top. Com contrato de dois anos, tinha a chance de provar a sua qualidade e mostrar à Frank Williams que ele tinha condições de guiar na Fórmula 1. Em 1999, com um grande carro em mãos, Montoya dominou a categoria, venceu sete provas (Long Beach, Nazareth, Brasil, Cleveland, Mid-Ohio, Chicago e Vancouver), e só não foi campeão com antecedência por alguns azares inerentes ao automobilismo. Mas a conquista veio com uma quarta posição na última prova, em Fontana, marcada pelo acidente fatal do canadense Greg Moore.
No ano 2000, a Chip Ganassi mudou de equipamento, adotando os então pouco-confiáveis motores Toyota. Sem condições de disputar o título, Montoya aproveitou para andar forte e liderar corridas até quando o carro agüentasse. Foi o piloto com maior número de pole positions naquele ano, e mais três vitórias (Miwaukee, Michigan e Saint-Louis) foram tudo o que ele conseguiu na Champ Car. No entanto, nessa temporada, as equipes da categoria voltaram a se aventurar nas 500 Milhas de Indianápolis. O que se viu na corrida mais famosa do mundo foi um domínio poucas vezes visto. Montoya, que largou em segundo, liderou mais de 75% da corrida, vencendo de forma absolutamente tranqüila.
O fantástico desempenho nos Estados Unidos abriu os olhos dos dirigentes da Williams. Em 2001, ele já tinha um lugar garantido na equipe, e finalmente faria a sua estréia na Fórmula 1. Sua primeira temporada foi de encher os olhos. Com um bom carro, a Williams tinha condições de brigar com a Ferrari e com a McLaren. Na terceira corrida, no Brasil, Montoya ultrapassou o alemão Michael Schumacher, da Ferrari, mostrando logo de cara a que veio. Naquela prova, uma colisão com o retardatário Jos Verstappen impediu que ele conquistasse sua primeira vitória. A pouca confiabilidade do carro impediu a Williams de tirar o título da Ferrari, mas Montoya teve os seus bons momentos. Foram três pole positions, e a primeira vitória, conquistada em Monza, na Itália, após duelo com o brasileiro Rubens Barrichello, da Ferrari.
O ano de 2002 foi marcado por uma supremacia esmagadora da Ferrari. Foram 15 vitórias em 17 corridas. Montoya não venceu nenhuma corrida, mas conseguiu nada menos do que sete pole positions. Nos treinos, o colombiano conseguia superar os carros vermelhos, mas nas corridas não havia nada a ser feito.
Em 2003, a Williams teve um mau começo, com vários abandonos e resultados fracos. No entanto, a equipe foi se acertando ao longo das corridas e, ajudada pelo bom desempenho dos pneus Michelin, passou a ser o melhor equipamento daquela temporada. Montoya venceu nas tradicionais ruas de Mônaco e no remodelado autódromo alemão de Hockenheim. Foi presença freqüente no pódio e disputou o título até perto do final, sendo tirado da disputa após um prova atípica e polêmica em Indianápolis (EUA).
Em 2004, a Williams e Montoya tiveram uma temporada de fracos resultados. A penúria acabou recompensada na última etapa, no Brasil, quando o colombiano deu um show e acabou levando a vitória, fechando com chave de ouro sua participação na Williams.
Em 2005, Montoya estreou na McLaren. A equipe não se encontrou no começo, e Juan Pablo teve seu desempenho afetado por uma fratura no ombro esquerdo, que o tirou de duas provas. A tradicional escuderia se recuperou a partir do GP da Espanha e passou a ter o carro mais rápido da temporada, o que ajudou Montoya e vencer três provas: Silverstone (Inglaterra), Monza (Itália) e Interlagos (Brasil). Kimi Raikkonen, acostumado à sistemática da equipe, disputou de longe o título com Fenando Alonso (Renault), que acabou campeão.
Em 2006, a McLaren não construiu um carro vencedor, e a melhor posição de Montoya foi o segundo lugar em Mônaco. Após um incidente em Indianápolis, onde colidiu na largada com o companheiro de equipe, o colombiano decidiu abandonar a Fórmula 1, tendo aceitado a oferta do antigo patrão Chip Ganassi para correr na divisão principal da NASCAR. Ron Dennis não gostou e decidiu afastar o colombiano até o final do ano, quando findava o seu contrato.
Após um acerto com a McLaren, Montoya pôde estrear em um carro da NASCAR ainda em 2006, correndo pela Busch Series, a 2ª divisão da categoria. Foram poucas provas, mas em uma delas obteve uma bela vitória no circuito Hermanos Rodriguez (México), já em 2007, após forçar uma ultrapassagem sobre Scott Pruett.
Já se vão quatro temporadas na NASCAR. Montoya venceu a etapa de Sonoma em 2007, fez as suas pole positions e esteve muito perto de algumas outras vitórias, especialmente em Indianapolis, mas só conseguiu repetir o feito em 2010, em outro traçado misto. Sua melhor temporada foi em 2009, quando conseguiu uma inédita classificação para o Chase, que reúne os 12 melhores da Sprint Cup. O triunfo em Glen mostrou que todo o talento do piloto colombiano ainda existe, e pode desabrochar a qualquer momento. É por isso que o colombiano é o PILOTO DA SEMANA AUTORACING!
Juan Pablo Montoya (NASCAR) obteve a vitória entre os internautas com 63% dos votos. Nelsinho Piquet (NASCAR) ficou na segunda posição com 25% dos votos.
Texto: Eduardo Behling eduardo@autoracing.com.br
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PILOTO:
Rubens Barrichello (F1 - Hungria) |
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DATA:
03/08/2010
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Nome: Rubens Barrichello. Nascimento: 23 de maio de 1972, em São Paulo (BRA). Equipe: Williams (F-1). Títulos: Bicampeão Brasileiro (1983 e 84) e Paulista (1983 e 85) de Kart; Campeão de F-GM Lotus (1990); Campeão de F-3 Inglesa (1991).
Neste domingo (01) foi realizada a 12ª etapa do campeonato mundial de Fórmula 1, no circuito de Hungaroring, na Hungria. Largando na 12ª colocação, o brasileiro Rubens Barrichello fez uma excelente largada e pulou para a nona colocação. Após a entrada do carro de segurança, o brasileiro chegou a estar entre os cinco primeiros, pois largou com pneus duros, diferentemente dos primeiros colocados.
A equipe Williams chamou o brasileiro a quatorze voltas do final da prova para a troca de pneus obrigatória, colocando o composto mole, e Rubens caiu para o 11º posto. Dez voltas depois, o brasileiro protagonizou o grande momento da prova húngara, a ultrapassagem sobre Michael Schumacher, que lhe valeu mais um ponto no campeonato, atingindo 30 no total.
Mesmo andando entre os cinco primeiros, o brasileiro disse que foi muito difícil conquistar a décima colocação na prova devido a entrada do carro de segurança. "Tínhamos um carro que em termos de performance seria capaz de terminar na quinta colocação, mas tendo de começar com os pneus duros nos deixou obrigado a continuar (na pista) com o Safety Car. Era cedo para fazer a troca do pneu mole, então, eu tive que ficar na pista até encontrar uma janela que me permitia lutar pelos pontos. Eu tive que trabalhar muito duro para conquistar esse ponto, em uma disputa que não foi justa ou limpa, mas vou deixar que os outros julguem isso. Mas fiz uma ótima largada, uma boa corrida e estou feliz por isso", afirmou Rubens.
Schumacher espremeu o brasileiro contra o muro da reta dos boxes e por pouco não ocasionou um acidente. Após a prova, a FIA puniu Schumacher com a perda de 10 posições no grid da próxima etapa na Bélgica. O piloto brasileiro foi elogiado em sua equipe. "Hoje foi um bom resultado para a equipe. Rubens mostrou que ele tem paixão pelas corridas, o que tem caracterizado a sua carreira. Rubens também fez a terceira volta mais rápida da prova", disse Patrick Head, diretor de engenharia da equipe Williams F1, sobre o tempo de 1min22s811, feito pelo brasileiro.
Após um desempenho bem sucedido nas categorias de base do automobilismo, Rubinho estreou na Fórmula 1 em 1993, pela Jordan. Algumas boas atuações e um desempenho soberbo na chuva de Donington Park, em sua terceira prova na categoria, começaram a abrir os olhos dos dirigentes das grandes equipes. Em 94, veio o seu primeiro pódio na categoria, em Aida, no Japão, a primeira pole position, na Bélgica, e a sexta posição na classificação geral. 1995 foi um ano difícil, já que caía sobre o jovem piloto a sombra do tricampeão Ayrton Senna da Silva. Uma segunda posição no Canadá foi a única boa lembrança que ficou daquele ano. Em 1996, apenas a primeira fila no GP do Brasil merece destaque.
Em 1997, Rubens Barrichello mudou de casa. Sem futuro na Jordan e cansado de esperar por uma oferta da Ferrari, da McLaren, da Williams ou da Benetton, o brasileiro decidiu aceitar o desafio de guiar por uma equipe estreante: a Stewart, liderada pelo tricampeão Jackie Stewart. No primeiro ano, apesar de uma série de quebras, Rubinho conseguiu uma segunda colocação nas tradicionais ruas de Mônaco. Em 98, o seu pior ano na categoria: apenas quatro pontos conquistados. No ano seguinte, a ressurreição de Barrichello como piloto: vários pódios, uma pole position e a liderança no GP do Brasil fizeram com que ele se tornasse o piloto do momento. O prêmio: uma vaga na Ferrari, a equipe mais tradicional da Fórmula 1.
No ano 2000, um bom desempenho acabou premiando Rubinho com uma fantástica vitória no GP da Alemanha. Largando na 18ª posição, o piloto da Ferrari foi deixando os adversários para trás. Na parte final da prova, começou a chover e, mesmo com pneus para pista seca, conseguiu administrar a liderança até o final. De resto, uma pole position na Inglaterra, alguns pódios e a quarta posição no campeonato.
Em 2001, a Ferrari começou a consolidar a sua hegemonia na Fórmula 1. Mesmo assim, Rubinho não teve uma boa temporada. Tudo o que ele pôde comemorar foram alguns pódios e a terceira posição no campeonato. As vitórias não vieram.
Em 2002, a supremacia da Ferrari era avassaladora. Em praticamente todas as provas, a escuderia de Maranello fez dobradinha, bastando escolher qual dos dois pilotos venceria. Rubens Barrichello foi vice-campeão, com quatro vitórias (Europa, Hungria, Itália e Estados Unidos). A corrida da Áustria também deveria engrossar essa lista, mas uma atitude prepotente da Ferrari fez com que a vitória fosse entregue de bandeja pelo brasileiro ao seu companheiro de equipe.
No ano de 2003, os italianos sofreram uma forte concorrência, e o título foi dificultado ao máximo. Em vários momentos da temporada, Rubinho andou mais rápido do que seu companheiro de equipe. Duas vitórias incontestáveis, na Inglaterra e no Japão, demonstram toda a habilidade do piloto brasileiro. Em 2004, a Ferrari voltou a exercer o domínio de 2002. Mais uma vez, Rubens Barrichello foi o vice-campeão, desta feita com duas vitórias, na Itália e na China. No ano seguinte, com uma Ferrari mais enfraquecida devido à proibição das trocas de pneus, o brasileiro conseguiu apenas dois segundos e dois terceiros lugares como melhores resultados.
Em 2006, Rubens estreou na Honda, buscando mais liberdade para buscar vitórias e, quem sabe, um título inédito. Em seu primeiro ano, devido ao natural período de adaptação, o brasileiro somou 30 pontos, tendo dois quarto lugares como melhores resultados. Em 2007, com a montadora japonesa errando a mão e construindo um carro sofrível, Rubinho não marcou nenhum ponto, apesar de ter ficado muito perto do pódio no Canadá, quando a equipe errou na estratégia. No ano passado, Barrichello entrou para a história ao bater o recorde de participações em corridas de Fórmula 1, pertencente antes a Riccardo Patrese. E, com um carro da Honda ao menos um pouco melhor do que o de 2007, foi presença constante na zona de pontuação e obteve um pódio no GP da Inglaterra.
Com a retirada da Honda da categoria, Barrichello foi dado como aposentado, mas Ross Brawn assumiu o espólio da equipe e manteve a dupla de pilotos em 2009. Decisão que se mostrou acertada, com a nova Brawn GP aproveitando-se das novas regras e surpreendentemente dando as cartas na Fórmula 1, ganhando com folga os campeonatos de pilotos e de construtores. O brasileiro terminou o campeonato em terceiro, obtendo duas vitórias (Europa/Valencia e Itália/Monza) e uma pole position no GP do Brasil. Tal desempenho fez ressurgir a boa cotação de Barrichello, agora contratado pela tradicional e outrora vencedora Williams. Pelo ótimo desempenho no GP da Hungria, ele é o PILOTO DA SEMANA AUTORACING!
Rubens Barrichello (F1) obteve a vitória entre os internautas com 63% dos votos. Mark Webber (F1) ficou na segunda posição com 28% dos votos.
Texto: Eduardo Behling eduardo@autoracing.com.br
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PILOTO:
Hélio Castroneves (Indy - Edmonton) |
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DATA:
28/07/2010
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Nome: Hélio Castroneves. Nascimento: 10 de maio de 1975, em São Paulo (SP). Equipe: Penske (Formula Indy). Títulos: Campeão Brasileiro de Kart (1989), e mais 15 títulos entre 1987 e 1991.
Apesar de o piloto brasileiro Helio Castroneves, do Team Penske de Fórmula Indy, ter sido o grande vencedor da Honda Indy Edmonton, a 11ª etapa do 2010 IZOD Indycar Series disputada no Canadá, os pontos da 1ª colocação foram atribuídos ao neozelandês Scott Dixon, da Chip Ganassi Racing.
Castroneves assumiu a liderança restando 18 das 95 voltas, ao ultrapassar o companheiro de equipe Will Power. O australiano havia dominado a corrida até então, e tentou retomar a ponta do brasileiro na última relargada, restando três voltas. De acordo com o comissário chefe de corridas da Indy Racing League, Brian Barnhart, Castroneves foi penalizado por, no entender das autoridades desportivas da prova, ter bloqueado o australiano Will Power (Team Penske) quando da relargada na volta 92.
Os protestos não foram aceitos em razão de o regulamento da categoria não admitir recurso para bandeira preta (drive-thru), mesmo neste caso, quando não houve tempo para que a punição fosse cumprida. A prova foi encerrada na volta 95 e o brasileiro foi confirmado como o 10º colocado, pois teve 20s acrescidos ao seu tempo final.
Hélio Castroneves começou sua carreira no Kart em 1987. Em cinco anos, ganhou 15 títulos. O principal deles foi o Campeonato Brasileiro de 1987. Em 1992, já nos monopostos, levou o título brasileiro de Fórmula Chevrolet. Nos dois anos seguintes, correndo na Fórmula 3, obteve dois vice-campeonatos. A estréia na Europa se deu em 1995. Correndo na Fórmula 3 Inglesa, Helinho obteve uma vitória. No ano seguinte, migrou para os Estados Unidos, correndo na Indy Lights. Foram quatro vitórias em dois anos, e o vice-campeonato em 1997.
O primeiro ano na antiga CART, atualmente Champ Car, foi 1998. Correndo pela pequena equipe Bettenhausen, Helinho teve boas atuações, como a segunda posição em Milwaukee e a possibilidade real de vitória em Long Beach. No ano seguinte, foi contratado pela Hogan. Mais boas atuações, corridas lideradas, presença no pódio e a primeira pole position sacramentaram sua condição de piloto em evolução.
Helinho estava sem emprego para a temporada 2000. No entanto, por um capricho do destino, uma tragédia acabou lhe dando a grande chance de sua carreira. O canadense Greg Moore, de contrato assinado com a Penske, sofreu um acidente fatal na última prova de 1999, em Fontana. Helinho foi o novo escolhido da equipe, e foi contratado como companheiro de equipe de Gil de Ferran. Logo no primeiro ano, foram três vitórias (Detroit, Mid-Ohio e Long Beach ). No primeiro triunfo, em Detroit, Helinho adotou uma comemoração muito particular: parava o carro, corria em direção à torcida e escalava o alambrado. Por conta disso, o piloto brasileiro ganhou um apelido: Spiderman, o "Homem-Aranha".
Em 2001, Hélio Castroneves chegou a lutar pelo título. Foram outras três vitórias (Long Beach, Detroit e Mid-Ohio), e a consolidação definitiva como grande piloto nos Estados Unidos. Mas, durante essa temporada, houve algo mais para celebrar além das vitórias na Champ Car. A Penske inscreveu seus dois carros para participar das 500 Milhas de Indianápolis, corrida válida pelo calendário da rival Indy Racing League. Com uma preparação adequada, a escuderia mais tradicional do automobilismo americano dominou a corrida. Resultado: vitória consagradora de Hélio Castroneves, com Gil de Ferran em segundo.
Com o triunfo na mais importante prova do automobilismo mundial, Helinho tornou-se uma celebridade. Após a vitória, foi eleito pelas revistas americanas: People, o piloto mais sexy; Cosmopolitan, a estrela do mês de novembro; US o mais talentoso piloto. Hélio Castroneves, ou "Spiderman", conquistou o público norte-americano. Com tamanha repercussão, a Penske optou por mudar de categoria, e em 2002 disputou sua primeira temporada completa na Indy Racing League. Além da vitória em Phoenix, veio mais um triunfo nas 500 Milhas de Indianápolis, após disputa acirradíssima com o canadense Paul Tracy. A vitória foi polêmica, graças a uma bandeira amarela acionada a duas voltas do final. Helinho disputou o título até a última prova, no Texas, mas acabou derrotado pelo norte-americano Sam Hornish Jr.
A temporada de 2003, embora não tenha sido brilhante como as anteriores, foi igualmente positiva. Segunda posição nas 500 Milhas de Indianápolis, duas vitórias em Saint Louis e Nazareth, e a terceira posição no campeonato, tendo disputado o título até a última etapa. Em 2004, com equipamento inferior, Helinho tirou tudo o que podia do Penske-Toyota, e acabou premiado com uma vitória na última etapa da temporada, no Texas. Em 2005, a inferioridade de equipamento persistiu, mas Helinho conseguiu vencer em Richmond.
Em 2006, com todos os carros equipados com motor Honda, Hélio Castroneves e a equipe Penske puderam mostrar toda a sua força. O brasileiro esteve perto do título inédito, mas pequenos detalhes deram a taça para Sam Hornish Jr. Em 2007, Helinho venceu nas ruas de St. Petersburg e ficou longe da briga pelo título. O que não aconteceu em 2008, quando ele conseguiu levar a disputa até o final com Scott Dixon, culminando com uma vitória memorável no Chicagoland Speedway.
Em 2009, Helinho passou por momentos difíceis, acusado de sonegação de impostos nos Estados Unidos. Após se livrar das acusações, o brasileiro deu a volta por cima com a sua terceira vitória em Indianápolis, além de mais um triunfo no Texas. Neste ano, mais uma vitória foi adicionada ao currículo, no Alabama, e outra lhe foi tomada. Por isso, ele é o Piloto da Semana do Autoracing!
Helio Castroneves (Indy) obteve a vitória com 48% dos votos dos internautas. Valentino Rossi (MotoGP) ficou com 22%.
Texto: Eduardo Behling eduardo@autoracing.com.br
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PILOTO:
Mark Webber (F1 - Inglaterra) |
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DATA:
14/07/2010
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Nome: Mark Webber. Nascimento: 27 de agosto de 1976, em Queanbeyan (Austrália). Equipe: Red Bull Racing (F-1).
Mark Webber dominou o GP da Inglaterra após assumir a ponta na primeira curva. O australiano da Red Bull é o primeiro piloto a somar três vitórias na temporada 2010, tendo triunfado também na Espanha e em Mônaco. Webber tirou proveito da má largada de seu companheiro Sebastian Vettel e da subsequente saída de pista do alemão, que teve seu pneu traseiro direito furado depois de um leve toque de Lewis Hamilton, da McLaren, segundo colocado na corrida.
Em meio à controvérsia a respeito de um possível favorecimento da Red Bull a Vettel, Webber não evitou um comentário irônico ao receber a quadriculada: "Nada mau para o segundo piloto". Toda essa polêmica começou no sábado pela manhã, apenas três corridas após a equipe Red Bull ter sido acusada de favorecer Vettel em detrimento a Webber no GP da Turquia. Desta vez, a equipe optou em tirar a asa dianteira fora do carro de Webber antes da classificação e entregá-la a Vettel, pois o próprio quebrou a sua na última sessão de treinos livres. Após a pole de Vettel, Webber ficou visivelmente irritado na coletiva de imprensa - e “insolente”, sugeriu que pelo menos a equipe estaria “feliz” com o resultado.
Nesse clima, Webber foi para a disputa do GP. A largada trouxe algumas alterações importantes. Vettel não saiu bem e foi superado por Webber antes da primeira curva. Para piorar, o alemão foi tocado de leve por Hamilton, teve seu pneu traseiro direito furado e perdeu o controle na entrada da Becketts. Vettel caiu para o final do pelotão e foi obrigado a ir para os boxes, perdendo qualquer chance de um bom resultado.
Hamilton e Webber fizeram suas trocas de pneus nas voltas 16 e 17, respectivamente, com o australiano mantendo uma liderança confortável. Na volta 28, o safety car entrou para a limpeza de destroços que ficaram espalhados pela reta dos boxes depois de um toque entre Pedro de la Rosa e Adrian Sutil. Mas isso não afetou os primeiros colocados, que mantiveram suas posições.
Na categoria desde 2002, Webber chamou a atenção logo em sua corrida de estreia, quando terminou o GP da Austrália na quinta posição, a bordo de uma Minardi. O primeiro contato com um monoposto da categoria, no entanto, aconteceu pela Benetton (Renault), quando foi “test-driver”. O australiano seguiu para a Jaguar em 2003 e ganhou novo destaque ao conseguir largar constantemente entre os primeiros colocados – em 2004, o piloto de 27 anos conquistou o segundo lugar do grid na etapa de Sepang, na Malásia.
A Williams foi a terceira equipe da carreira de Webber na F1. Ficou lá por dois anos, obtendo um terceiro lugar no GP de Mônaco de 2005 e pontuando em 10 dos 18 GPs daquela temporada. No ano seguinte, com a perda dos motores BMW, a Williams caiu de rendimento e Webber pontuou em apenas três etapas. Foi de mala e cuia para a Red Bull, decisão que se mostrou acertada. Em 2007, ele voltou ao pódio no GP da Europa, e no ano seguinte voltou a marcar pontos com regularidade.
O renascimento de Webber como piloto se deu em 2009. Com um grande carro e motores Renault, a Red Bull Racing passou a ser uma equipe de ponta e brigou até pelo título. Webber conquistou a sua primeira pole position e também a primeira vitória no GP da Alemanha em Nurburgring. O australiano voltou a triunfar no Brasil e terminou a temporada em quarto lugar. Em 2010, a Red Bull está ainda mais forte e desponta como favorita do campeonato. Webber já tem quatro poles (Malásia, Espanha, Mônaco e Turquia) e três vitórias (Espanha, Mônaco e Inglaterra), superando até a não-preferência da própria equipe. Por isso, ele é o Piloto da Semana do Autoracing!
Mark Webber (F1) obteve a vitória entre os internautas com 56% dos votos. Lewis Hamilton (F1) ficou na segunda posição com 17% dos votos.
Texto: Eduardo Behling e Leandro Schmidt eduardo@autoracing.com.br
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PILOTO:
Will Power (Indy - Watkins Glen) |
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DATA:
07/07/2010
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Nome: Will Power. Nascimento: 1º de março de 1981, em Toowoomba (Austrália). Equipe: Penske (Formula Indy). Título: Campeão do Australian Drivers' Championship (2002)
A Penske confirmou o domínio exercido nos treinos e fez dobradinha no histórico autódromo de Watkins Glen com seus pilotos australianos. A vitória ficou com Will Power, a terceira dele na temporada, com Ryan Briscoe logo atrás. Dario Franchitti (Ganassi) chegou próximo, em terceiro.
Os três carros da Penske mantiveram a liderança após a largada, com Power na frente e Hélio Castroneves em terceiro. O brasileiro foi superado por Franchitti na sexta volta e na sétima foi tocado por Scott Dixon (Ganassi), sendo que os dois precisaram parar prematuramente nos boxes para trocar respectivamente um pneu furado e a asa dianteira.
Na 17ª volta, Dan Wheldon (Panther) ficou parado pela pista e a bandeira amarela foi acionada pela primeira vez. Os líderes aproveitaram para a realização do primeiro pit stop, sendo que Dixon, EJ Viso (KV), Alex Tagliani (Fazzt) e Castroneves pularam para as primeiras posições, já que fariam suas segundas paradas apenas entre a 26ª e a 28ª volta.
Power reassumiu a liderança, enquanto Raphael Matos (De Ferran/Luczo Dragon) já era terceiro, na frente de Franchitti. Na 38ª volta os ponteiros começaram a parar nos boxes pela segunda vez, um pouco antes da bandeira amarela aparecer novamente, devido a um acidente com Simona de Silvestro (HVM). Dixon e Castroneves pararam em bandeira amarela e perderam terreno.
Após todas as paradas, Briscoe estava na frente, mas Power superou o companheiro após a relargada. Na 47ª volta, Franchitti também ultrapassou o australiano, que deu o troco na última volta. Fim de corrida, terceira vitória de Power na temporada (Brasil, St. Pete e Glen), que se somam aos triunfos da extinta Champ Car (Las Vegas e Toronto 2007, Long Beach 2008), além da conquista em Edmonton 2009, já pela Penske.
Will Power disputou de 2005 a 2007 a Champ car pela equipe Team Australia. Em 2008, o australiano passou para a Formula Indy reunificada, pela KV Racing. No início de 2009 ele substituiu Helio Castroneves, piloto da Penske, no GP de St. Petersburg, e disputou mais algumas etapas como convidado. Em 2010, tornou-se um dos pilotos titulares da tradicional equipe, vem mostrando muito serviço e se aproxima do titulo inédito. Por isso, ele é o Piloto da Semana do Autoracing.
Will Power (Indy) obteve a vitória entre os internautas com 52% dos votos. Jorge Lorenzo (MotoGP) ficou na segunda posição com 26% dos votos.
Texto: Eduardo Behling eduardo@autoracing.com.br
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PILOTO:
Kamui Kobayashi (F1 - Valencia) |
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DATA:
30/06/2010
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KAMUI KOBAYASHI. Nascimento: 13 de setembro de 1986, em Amagasaki, Hyogo (Japão). Equipe: Toyota (Formula 1). Títulos: Campeão quatro vezes no kart (entre 1996 e 2003); Campeão Italiano de Formula Renault (2005); Campeão Europeu de Formula Renault (2005); Campeão da GP2 Ásia (2008/2009)
Kamui Kobayashi voltou a marcar presença na F1. Após aparecer com muito destaque em dois GPs disputados pela Toyota em 2009, o japonês foi contratado pela Sauber, onde até o GP da Europa tinha conquistado apenas um ponto, em um décimo lugar no GP da Turquia. Em Valencia, no entanto, voltou a aparecer aquele piloto atrevido que desafiou o campeão mundial Jenson Button nos GPs do Brasil e de Abu Dhabi, onde conquistou um sexto lugar.
Kobayashi fez apenas o 18º tempo no grid de largada, sendo eliminado no Q1 juntamente com os seis carros das equipes estreantes. O piloto da Sauber evoluiu após a largada, não se envolveu em confusões e não parou nos boxes juntamente com os demais pilotos durante a presença do Safety Car, ficando na pista com os seus pneus duros e em terceiro lugar. Durante cerca de 40 voltas, ele se segurou na frente de Button, que em nenhum momento o ameaçou.
Restando quatro voltas, Kobayashi finalmente fez sua parada para troca de pneus, perdendo posições para Button, Rubens Barrichello, Robert Kubica, Adrian Sutil, Sebastien Buemi e Fernando Alonso. Com os pneus macios, o japonês voltou com um ótimo rendimento e fez uma ultrapassagem impressionante sobre o espanhol. Na última curva da corrida, ele também deixou Buemi para trás e garantiu o sétimo lugar.
Kamui Kobayashi estreou no kart em 1996, tendo conquistado quatro títulos em oito anos. Em 2004, assinou com a Academia de Pilotos da Toyota, o que impulsionou sua carreira nos monopostos. O japonês disputou em dois anos cinco modalidades da Formula Renault, sendo campeão Italiano e Europeu em 2005. Em seguida foi para a Formula 3 Euroseries pela equipe ASM, onde foi oitavo colocado em 2006 e quarto em 2007, com uma vitória. Nesse mesmo ano, passou a ser piloto de testes da equipe Toyota na Formula 1.
Kobayashi entrou para a GP2 no começo de 2008, pela equipe DAMS. Começou muito bem, vencendo em sua segunda prova na categoria, em Barcelona (Espanha). Depois caiu de rendimento e acabou o campeonato em 16º, posição repetida em 2009 tendo um terceiro lugar em Nurburgring (Alemanha) como melhor resultado. Na série asiática, o seu sucesso foi bem maior: foi sexto colocado na temporada de 2008, com duas vitórias, e acabou campeão em 2008/2009, com outros dois triunfos.
Agora, é hora de alçar voos mais altos. Kamui Kobayashi teve a sua chance na Formula 1 pela Toyota, substituiu o titular Timo Glock no GP do Brasil e não fez feio. Conseguiu uma vaga de titular para 2010, na Sauber, onde já começa novamente a despontar. Por isso, ele é o Piloto da Semana do Autoracing.
Kamui Kobayashi (F1) obteve a vitória entre os internautas com 74% dos votos. Sebastian Vettel (F1) ficou na segunda posição com 15% dos votos.
Texto: Eduardo Behling eduardo@autoracing.com.br
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PILOTO:
Lewis Hamilton (F1 - Canadá) |
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DATA:
16/06/2010
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Nome: Lewis Hamilton. Nascimento: 7 de janeiro de 1985, em Stevenage (Inglaterra). Equipe: McLaren-Mercedes (Fórmula 1). Títulos: Multicampeão no Kart (entre 1996 e 2000); Campeão britânico de Fórmula Renault (2003); Campeão europeu de Fórmula 3 (2005); Campeão da GP2 (2006); Campeão da Fórmula 1 (2008).
A McLaren conquistou sua segunda dobradinha consecutiva, com Lewis Hamilton vencendo e Jenson Button chegando em segundo em um GP bastante movimentado no Canadá, no qual o desgaste dos pneus teve grande importância. Fernando Alonso, da Ferrari, terminou em terceiro, mas provavelmente lamentou a perda de uma potencial vitória, já que foi ultrapassado por ambas as McLarens em momentos diferentes ao ficar mal posicionado atrás de outros carros.
Ficou imediatamente claro que os pneus mais macios seriam muito frágeis, pois apesar de Hamilton ter mantido a ponta na largada, ele começou a ser bastante pressionado por Sebastian Vettel - com o composto mais duro - após algumas voltas. Alonso vinha atrás deles, com Button, o quarto colocado, se defendendo de Mark Webber até a ultrapassagem da Red Bull na curva 8 da quinta volta, pouco antes de Button ir para os boxes.
Webber então chegou rapidamente em Hamilton, Vettel e Alonso, ameaçando uma manobra sobre a Ferrari antes do espanhol parar na sétima passagem. Hamilton entrou no mesmo momento, perdendo terreno para Alonso no pit-stop e sendo superado enquanto ambos saíam dos boxes lado a lado. Isso colocou a dupla da Red Bull na frente, mas estava claro que nem mesmo o pneu de composto médio estava tendo um bom desempenho, pois Alonso, Hamilton e Button começaram a se aproximar dos líderes, tirando até um segundo por volta com sua borracha nova.
As Red Bulls entraram nas voltas 12 e 13 e separaram suas estratégias - Vettel colocou os pneus super macios para seu próximo stint, enquanto Webber adiou essa obrigação e continuou com os médios. Sebastien Buemi (Toro Rosso), que ganhou posições quando todos à frente pararam, liderou por uma volta, com Alonso e Hamilton duelando logo atrás. Nessa volta, a tentativa mal sucedida de Alonso de ultrapassar Buemi por fora no hairpin deu a Hamilton a chance de pegar o vácuo da Ferrari na reta seguinte - subindo de terceiro para primeiro em alguns metros, pois Buemi entrou imediatamente nos boxes.
Contudo, Alonso acompanhou Hamilton, e com os pneus começando a perder rendimento, ameaçava cada vez mais. A Ferrari estava se preparando para assumir a liderança na volta 26 quando Hamilton decidiu parar novamente. Alonso, Vettel e Button fizeram o mesmo, enquanto Webber continuou na pista, assumiu a ponta e tentou manter seus pneus médios intactos pelo maior tempo possível a fim de encurtar seu trecho com os super macios.
A princípio, o plano funcionou bem, com o australiano abrindo uma vantagem de 10s sobre Hamilton, Alonso, Button e Vettel, que andavam juntos. Porém, na volta 39, os pneus de Webber também começaram a se desgastar, e o tráfego dificultou ainda mais sua vida. Em pouco tempo, Hamilton estava novamente colado, e assumiu o primeiro lugar na volta 49. Isso encorajou Webber a parar no giro seguinte para finalmente colocar os super macios, o que o deixou em quinto.
Vettel não conseguiu acompanhar as McLarens e Alonso, com a equipe falando por rádio sobre o "gerenciamento de um problema", então a batalha pela vitória se limitou aos três na parte final, quando a pista finalmente se emborrachou e os pneus ganharam durabilidade. Button garantiu a dobradinha da McLaren a 15 voltas do final, quando Alonso ficou preso atrás de Karun Chandhok, da Hispania, e perdeu embalo. O atual campeão partiu em perseguição a Hamilton, mas uma nova volta mais rápida de seu companheiro lhe passou uma mensagem clara. Os cinco primeiros então se espalharam, com a McLaren conquistando outra dobradinha.
Campeão da Fórmula 1 em seu segundo ano, além de o mais jovem da história na categoria. Esse feito foi alcançado pelo inglês Lewis Hamilton. Após uma grande temporada de estréia pela McLaren em 2007, com quatro vitórias (Canadá, Estados Unidos, Hungria e Japão) e o vice-campeonato, Hamilton corrigiu a “injustiça” do ano anterior, quando perdeu o título tendo 17 pontos de vantagem para o segundo colocado, restando duas provas para o final.
Em 2008, o inglês teve cinco vitórias (Austrália, Mônaco, Inglaterra, Alemanha e China), e só não conquistou mais uma devido a uma punição discutível na Bélgica. Uma temporada fantástica, engrandecida pelo desafio imposto pela Ferrari e pelo brasileiro Felipe Massa, em uma questão decidida apenas nas curvas finais da última etapa em Interlagos. Em 2009, a McLaren só reagiu na segunda metade da temporada, tempo suficiente para que Lewis vencesse dois GPs: Hungria e Cingapura. Neste ano, com carro melhor, ele já lidera o campeonato após oito etapas, com duas vitórias seguidas: Turquia e Canadá. Por isso, é o PILOTO DA SEMANA DO AUTORACING!
Lewis Hamilton (F1) obteve a vitória entre os internautas com 56% dos votos. Fernando Alonso (F1) ficou na segunda posição com 19% dos votos.
Texto: Eduardo Behling e Leandro Schmidt eduardo@autoracing.com.br
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PILOTO:
Átila Abreu (Stock Car - Ribeirão Preto) |
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DATA:
09/06/2010
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Nome: Átila Abreu. Nascimento: 10 de maio de 1987, em Sorocaba (SP). Equipe: AMG Motorsport (Stock Car). Títulos: Bicampeão Paulista de Kart (1998 e 1999); Bicampeão Brasileiro de Kart (1999 e 2000); Campeão Sul-brasileiro de Kart e da Copa do Brasil de Kart (2000).
Foi uma festa completa do interior. Na inauguração do circuito de rua de Ribeirão Preto, o sorocabano Átila Abreu (AMG) ampliou a liderança da Stock Car ao finalmente ingressar no círculo de vencedores da categoria. A corrida com o resultado inédito apresentou todos os ingredientes esperados em traçados urbanos: acidentes, entrada do safety car, poucas ultrapassagens e reclamações que atrasaram a divulgação do resultado oficial. O pódio foi completado por Ricardo Maurício (RC) e Antonio Pizzonia (Hot Car).
Átila saiu na pole e controlou as poucas voltas sem a presença do safety car. "Agora foi, hein? Realmente a vitória foi muito importante para mim, porque venho perseguindo isso há algum tempo. Bati algumas vezes na trave, fiz três terceiros lugares... Mas a vitória se deu muito por causa da classificação de ontem, sabia que era importante largar na frente", comentou. "Tive condições de ditar o ritmo no início, a mesma coisa aconteceu depois do primeiro safety car. A sorte estava do meu lado, porque no primeiro safety voltei à frente do Xandinho Negrão e o Ricardinho estava atrás dele. No últimoy, também consegui voltar e ter um carro entre a gente e deu tudo certo", completou.
Quatro anos depois de sua última vitória como piloto, o campeoníssimo Ingo Hoffmann comemorou como se fosse seu aquele momento mágico. "Foi excepcional, tremendo show do Átila. 80% do trabalho foi feito ontem com aquela volta avassaladora dele. Hoje foi questão de concentração e deixar o carro na pista", comentou o diretor esportivo da equipe AMG Motorsport.
As emoções começaram logo depois da largada. Terceiro colocado no grid, Xandinho (Medley) perdeu a freada na primeira curva, escorregou e na volta acabou se tocando com Felipe Maluhy (Officer). Regressou aos boxes com a suspensão traseira danificada enquanto um choque entre Luciano Burti (Full Time) e Júlio Campos (JF Racing), que acabaria envolvendo mais três carros e bloqueando a pista, causou a interrupção da corrida. Como não haviam sido completadas duas voltas, a relargada obedeceu às posições originais dos treinos classificatórios.
Como os trabalhos de desobstrução do circuito e reposicionamento dos carros demandaram grande tempo, os carros andaram muito pouco sob o regime de bandeira verde. Já próximo do final, outro acidente, agora estrelado por Diego Nunes, originou nova entrada do safety car. Sem alterações significativas nas posições, a prefeita Darcy Vera agitou a bandeira quadriculada para Átila.
Átila Abreu começou uma carreira bem-sucedida no kart em 1996. Partiu para a Europa em 2002 e para os monopostos em 2003, competindo no Campeonato Alemão de F-BMW durante dois anos e na F-3 Europeia em 2005, onde teve Lewis Hamilton e Sebastian Vettel como rivais. Em 2006 rumou a sua carreira para os carros de turismo, e fez a sua primeira temporada completa pela Stock Car em 2008, pela JF Racing. Desde 2009 está na AMG Motorsport, e vem se destacando andando entre os primeiros colocados. Por isso, ele é o Piloto da Semana do Autoracing!
Átila Abreu (Stock Car) obteve a vitória entre os internautas com 35% dos votos. Danica Patrick (Indy) ficou na segunda posição com 25% dos votos.
Texto: Eduardo Behling eduardo@autoracing.com.br
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CORRIDAS NA TV |
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Clique na imagem ao lado e veja a programação de automobilismo na TV para este final de semana!
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Pit Babes - F1 em Spa-Francorchamps |
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Clique na loira ao lado e veja as melhores fotos das Pit Babes da deste último fim de semana.
Desta vez, incluímos também algumas Pit Babes da Pirelli e outras categorias.
Galeria com 39 fotos!
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FORUM AUTORACING |
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Glossário Autoracing |
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Clique na imagem ao lado e fique por dentro do significado de inúmeros termos usados no automobilismo de competição!
Faltou algum termo? Colabore nos enviando um e-mail!
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Links recomendados |
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F1 2010 - Horários de treinos e corridas |
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Clique na imagem ao lado e veja todas as datas, locais e horários de todos os treinos e corridas da temporada 2010 da Formula 1. |
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